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As mulheres intelectuais ao longo da história foram em grande medida invisibilizadas, isso inclui também o meio acadêmico e, embora elas venham conseguindo, aos poucos, mais destaques, ainda não é o suficiente para desconstruir os diversos preconceitos acerca dos assuntos que as envolvem. Isto é particularmente pertinente em relação ao medievo, inclusive sobre as muitas intelectuais que viveram na Baixa Idade Média. Através de uma pesquisa historiográfica acerca do tema, pretendo abordar o importante papel e impacto desempenhado por algumas dessas mulheres através de suas obras, no caso Marguerite Porete, Juliana de Norwich e Christine de Pisan. Com o objetivo de demonstrar que essas narrativas “esquecidas” nos proporcionam novas perspectivas de compreensão sobre o próprio contexto, contrariando a ideia recorrente de que o único papel exercido pelas mulheres era o dos ofícios domésticos ou de serem ‘perseguidas’, o que não quer dizer que não houve tal fato, entretanto, bem além disso há também influência das mulheres em todos os setores, seja na medicina, filosofia, teologia, literatura, dentre tantas outras áreas. E por fim, demarcar que o feminino no medievo é uma parte fundamental e não apenas “optativa” da história e que continuar a negligenciá-la é aceitar e contribuir com a imagem deturpada acerca dos acontecimentos desse período e sobre as mulheres que nele viveram. |
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