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Nesse estudo, objetivou-se analisar as práticas leitoras e as formas de ler e de serem leitores,
interpretando-as em função dos ambientes da experiência e das suas vivências socioeducativas
subjacentes ao letramento digital. O corpus foi coletado em sala de aula do componente
curricular Ensino de Língua Portuguesa do curso de licenciatura em Pedagogia da
Universidade Estadual da Paraíba, nos turnos diurno e noturno do semestre letivo 2018.1.
Optou-se por uma abordagem de pesquisa qualitativa e interpretativa, que se alinha aos
estudos da interação discursiva de uso da linguagem. Para tal, aportou-se em Bentes e Leite
(2010), Bakhtin (2003), Marcuschi (1999), Oliveira (2007), Orlandi (2000), Preti (2005),
entre outros. Postulou-se a presença constitutiva de usos efetivos da linguagem falada que
considera o texto como evento comunicativo, que convergem ações de natureza cognitiva e
social, sobretudo aqueles relacionados ao campo da leitura, que podem oferecer ao uso, do
que se faz ao se utilizar as TIC em meios de letramentos digitais a partir dos estudos de
Bacich, Tanzi Neto e Trevisani (2015), Coscarelli (2016), Dodge (1995), Kleiman (2001,
2012), Magda Soares (2003), Monereo et al. (2016), Ribeiro (2018), Rodrigues-Junior et al.
(2009), Rojo e Moura (2012), Soares (2003), Tfouni (2006), Xavier (2013), entre outros. Por
fim, buscou-se compreender os caminhos da metodologia de pesquisa orientada na Internet e
as valiosas contribuições da teoria do texto oral para a prática do discente, que tendem a
incorporar a necessidade de uma pedagogia dos multiletramentos, os quais apontam para as
exigências das novas formas de ler e de serem leitores experientes no mundo do letramento
digital. Portanto, viu-se o quanto a formação do professor exige preparo para ensinar a leitura
em relação às tecnologias da informação e da comunicação (TIC). |
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