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A epidemia da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) se caracteriza como um dos mais graves problemas de saúde pública. Os números de casos de AIDS continuam a crescer em âmbito mundial, afetando indivíduos que se encontram vulnerabilizados nos diversos aspectos sociais, econômicos e culturais. No Brasil, destaca-se que ao longo dos anos o perfil da doença foi se modificando, e hoje apresenta envelhecimento, juvenilização e interiorização. Parte-se do pressuposto que todas as pessoas são vulneráveis à infecção pelo HIV, estando o aumento ou diminuição dos riscos diretamente relacionados a alguns aspectos socioculturais e econômicos. Particularmente no que se refere à juvenilização da doença, a prevalência da infecção pelo HIV apresenta tendências de aumento nesse segmento. Nesta perspectiva o presente estudo teve como objetivo principal analisar os fatores que contribuíram para uma maior vulnerabilidade em contrair o HIV/AIDS por jovens atendidos/as no Serviço de Assistência Especializada (SAE), localizado na cidade de Campina Grande – PB, espaço no qual realizamos estágio supervisionado obrigatório em Serviço Social. A pesquisa ora apresentada partiu de uma perspectiva analítico crítico, caracterizando-se como um estudo exploratório e descritivo. Tal estudo apresenta uma abordagem quanti- qualitativa dos dados coletados, e foi realizada a partir de um estudo bibliográfico e da pesquisa de campo. O estudo se deu junto ao Serviço de Assistência Especializada em HIV/AIDS e hepatites Virais do município de Campina Grande- PB, no período de julho de 2014 a dezembro de 2015, tendo como sujeitos os usuários com idade entre 15 e 29 anos, e que são de acordo com o Estatuto da Juventude, Lei 12.852/2013, considerados jovens. Foram utilizados como instrumentos de coleta de dados a observação participante, o diário de campo e a entrevista semiestruturada. A análise dos dados coletados se deu utilizando-se a técnica de análise de conteúdo, na perspectiva de compreender criticamente o significado das falas dos sujeitos que participaram da pesquisa. Dentre os resultados do estudo destaca que, o perfil dos jovens que vêm contraindo a doença apresenta dentre suas características: baixa escolaridade, com pouco ou nenhum poder aquisitivo, residem nas áreas periféricas da cidade, e não possuem relacionamento estável, sendo o perfil predominante dos usuários dos serviços do SAE-CG. |
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